A arte do RPG
terça-feira, julho 21, 2009 0:21Nesta semana (última das minhas sofridas férias) eu estive a pensar sobre comunicação e sobre meus famigerados jogos de RPG. Bom é quando o grupo todo se conhece e tem entrosamento. Mas e quando você nem conhece seus jogadores, e pior, quando você não conhece as pessoas que você está a jogar?
Por mais interpretativo que o RPG seja, sempre ficamos com um pé atrás diante de desconhecidos.
Nesse caso o mestre de jogo deve facilitar um pouco a vida do player. Seja soltando aquela piadinha que um dos players não gosta muito, mas que faça com que todos caiam na gargalhada. Futebol no Brasil serve para ser fanático e puxar assunto; basta falar do corinthians que já se sabe como todos vão se comportar.
Se o mestre fizer isso antes da partida, ele com certeza já deu um grande passo para o andamento da campanha/partida.
É nesse instante que surge o que eu acho que seja o real “espírito” do RPG: Sociabilização.
Há projetos em escolas que promovem a utilização do RPG justamente para esse fim. Oras, isso realmente funciona! Quer uma inclusão social melhor que essa?
No RPG não importa se você é negro, branco, japa, se é rico, pobre, suburbano. Basta saber interpretar e confiar nas pessoas do seu grupo. Confiar nas pessoas… saber que ali, naquele local, não existem diferenças (a não ser nos personagens) e nem sequer algum tipo de preconceito. Cara, isso é demais!
Espero que esse texto tenha servido de algo a vocês. Foi uma resposta a uma pergunta de um player “novo”, agora acho que ele entendeu pra que serve esse “joguinho”…


thakedown says:
julho 21st, 2009 at 0:35
Mandou muito bem falando sobre o RPG, fico muito loko